O objectivo será criar um dia. O dia que será o fim de todos os outros. A questão coloca-se quando me interrogo: começo pelo fim ou pelo início? Quando o dia se inicia na inocência de ser só mais um; ou quando termina, numa explosão, afogado no oceano, surdo num grito desesperante?! Esse dia nunca existirá. Vai mergulhar numa dimensão cromática demasiado ofuscante para ser real. Só o existirá exactamente no fim de todos os dias!
Vou começar pelo meio! Quando as flores dançam ao som do vento, num dia infeliz.
O som será meramente instrumental. Relacionar-se-á com toda a minha visão daquilo que é visto. Génios e poetas falarão se eu lhes
conceder autorização. As imagens nunca serão imóveis. O dia será desprovido de fotografia.
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