quinta-feira, 21 de abril de 2011

quelle merde je vais sentir?

Quanto tocas em algodão que sentes? Certamente algo macio, volumoso, nem quente nem frio. Se olhares vês que é branco, limpo e disforme. E então?

ao que me comprometo

O objectivo será criar um dia. O dia que será o fim de todos os outros. A questão coloca-se quando me interrogo: começo pelo fim ou pelo início? Quando o dia se inicia na inocência de ser só mais um; ou quando termina, numa explosão, afogado no oceano, surdo num grito desesperante?! Esse dia nunca existirá. Vai mergulhar numa dimensão cromática demasiado ofuscante para ser real. Só o existirá exactamente no fim de todos os dias!

Vou começar pelo meio! Quando as flores dançam ao som do vento, num dia infeliz.

O som será meramente instrumental. Relacionar-se-á com toda a minha visão daquilo que é visto. Génios e poetas falarão se eu lhes

conceder autorização. As imagens nunca serão imóveis. O dia será desprovido de fotografia.